"Enquanto existir o minimo de imaginação e um bom livro em minha vida, não precisarei de uma tevê"
Cristiano L. Batista, escritor de gaveta.
Perguntam-me freqüentemente. “Você esta sozinho?”Olho em volta e não vejo viva alma.
- Estou com Deus – Respondo com um irônico e feliz sorriso – Mas ele anda tão quieto ultimamente, o vejo pouco em meu apartamento e sabe de uma coisa, conversa muito pouco comigo.
A solidão é algo terrível se deixarmos ser levados por ela. Deixar o silêncio de quatro paredes dominarem nossas emoções. E por um dia nublado deixarmos os minutos fadigosos que se arrastam eternamente nos mergulhando em uma terrível sensação de desamparo e solidão.
- Mas diga-me, existe vida sem a consciência da morte? Existe alegria melhor do que essa que vem depois de uma lagrima? E será que o sorriso mais lindo não é aquele que damos depois saber que tudo esta bem?
Eu digo do fundo da minha alma: SIM.
É em meio da tormenta que nos apegamos às coisas boas da vida, ao sentido maior que damos as sensações boas da vida. Porque se a vida fosse para sempre nada valeria a pena e viveríamos adiando tudo por conta do tempo vadio.
Mas enquanto houver dor vamos querer o alivio do carinho e na tristeza o amor de um amigo. Um amor.
Certa vez na minha solitária vida, descobri que existi duas forças que convergia e lutavam dentro de mim pela minha alma. O bem e o mal. O certo e o errado. Eu e eu mesmo.
E como estou aprendendo a arte de “ser” humano, não sabia bem por qual optar.
Mas logo veio uma voz, que esta mais profundamente oculta nesse universo dentro de mim, e disse a mais clara solução para meus problemas.
“encontre a verdade”, sussurrou meu coração. “Ache a sua verdade”.
Robinson Crusoé, personagem do consagrado escritor inglês Daniel Dafoe, Disse em um dos capítulos em que medita sobre sua vida de solidão numa ilha:
“... freqüentemente, durante a vida o mal que procuramos evitar torna-se ele próprio o meio de libertação de outras aflições e sofrimentos”.
E da mesma forma que Crusoé achou a escapatória de sua tristeza na própria solidão, achei a minha verdade no vazio do meu medo.
Então não veja na solidão com os olhos de quem vê na morte algo tenebroso. Ela pode ser nossa libertação no fim das contas.
Porem veja nela uma oportunidade de começar de novo, como se estivesse no ventre preste a nascer.
Deixe seu espírito flutuar no silencio de sua alma dando tempo para que ele se restaure e cresça mais todos os dias, até conseguir de novo seguir seu fluxo. Seu caminho. Sua verdade.
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