
"A vida imita a arte muito mais do que a arte imita a vida..."
Oscar Wilde
“Baseado em fatos reais”. Quem nunca assistiu qualquer filme que antes de iniciar da essa informação aos espectadores. E esses se tornam ansiosos por cada cena moldada pela veracidade da historia. Pela realidade em si.
E por isso chego a ridícula conclusão de que assistimos a filmes maravilhados com as lições de moral, enredos românticos que provocam soluços chorosos e finais que dilaceram nossos corações, mas quando se trata da “vida real” tentamos protagonizar cenas dignas de um Oscar.
Discorda? Então responda. Você por acaso chegou a amar alguém incondicionalmente e sentiu-se abandonado quando ele(a) se foi da sua vida, deixando-o aí, caído numa deprê total?
Anda por ai com fones no ouvido sentindo a musica preferida lhe proporcionar a idéia de que ela foi feita unicamente, exclusivamente, para ninguém mais a não ser pra você, como uma trilha sonora? E que alias só toca quando você esta muito triste, zangado ou alegre?
E claro, sempre haverá “a nossa canção”, uma que eternamente lembrara uma pessoa ou um momento, quem sabe um lugar. Lembrou não é mesmo?
Adora fazer o papel de Dom Juan quando não passa de um canalha. Em vez de mocinho você é vilão. E quando toma conta disso tenta a todas as custas remediar a situação com pedidos de desculpa esfarapadas, lagrimas de crocodilo e frases que você demorou horas para criar e ensaiar a melhor forma de disse-las? ...Até me lembrou uma porrada de filmes.
E vamos ver se somos caras-de-pau o suficiente para negar que nunca quisemos uma grande e avassaladora paixão, que diga aqueles que assistiram Titanic mais de 2 vezes sonhando em morrer em nome do amor. Porém, ninguém no chat te da atenção quando começa com suas baboseiras sentimentais e precisa apelar pro sexo para não terminar mais uma noite sozinho. Observação: em chat's é comprovado cientificamente, todo mundo é Clark Gable!
E existem tantas outras conclusões sobre nosso comportamento teatral, tal como usar livros de auto-ajuda como scripts para o dia-a-dia.
Mas de fato, vivemos fatos reais ou tudo não passa de um faz de conta?
Então desligue o DVD, tire os fones de ouvido, pare de representar, feche os olhos e talvez essa seja o primeiro passo numa caminhada até a realidade, a sua primeira viagem ao mundo real. Onde a nossa trilha sonora é diferente e descompassada, feito o barulho do transito ou farfalhar das folhas em arvores contra o vento, mas possa dar a opção de acreditar em você como pessoa autônoma de seus sentimentos. Os dias podem ser iguais sim, mas as pessoas são diferente umas das outras e não podemos prever finais iguais, talvez começos idênticos e tediosos conteudos, mas o fim será único, porque não há um destino completo sem a nossa intervenção direta pra rasurar o script e mudar algumas falas.
Você deixara de ser um ator (fantoche) e aprendera a manipular a vida como um hábil e veterano diretor. Tornar idéias originais, que antes só existiam no pensamento, em super produções. Escolher bem os finais felizes sem precisar apelar pra morte de alguém, muito menos a sua.
E finalmente, quem sabe, eu esteja sentado na primeira fila assistindo a sua estréia, ansioso pelas legendas: “Uma vida baseada em fatos reais”.
Boa sorte, quebre a perna e muita merda.
E por isso chego a ridícula conclusão de que assistimos a filmes maravilhados com as lições de moral, enredos românticos que provocam soluços chorosos e finais que dilaceram nossos corações, mas quando se trata da “vida real” tentamos protagonizar cenas dignas de um Oscar.
Discorda? Então responda. Você por acaso chegou a amar alguém incondicionalmente e sentiu-se abandonado quando ele(a) se foi da sua vida, deixando-o aí, caído numa deprê total?
Anda por ai com fones no ouvido sentindo a musica preferida lhe proporcionar a idéia de que ela foi feita unicamente, exclusivamente, para ninguém mais a não ser pra você, como uma trilha sonora? E que alias só toca quando você esta muito triste, zangado ou alegre?
E claro, sempre haverá “a nossa canção”, uma que eternamente lembrara uma pessoa ou um momento, quem sabe um lugar. Lembrou não é mesmo?
Adora fazer o papel de Dom Juan quando não passa de um canalha. Em vez de mocinho você é vilão. E quando toma conta disso tenta a todas as custas remediar a situação com pedidos de desculpa esfarapadas, lagrimas de crocodilo e frases que você demorou horas para criar e ensaiar a melhor forma de disse-las? ...Até me lembrou uma porrada de filmes.
E vamos ver se somos caras-de-pau o suficiente para negar que nunca quisemos uma grande e avassaladora paixão, que diga aqueles que assistiram Titanic mais de 2 vezes sonhando em morrer em nome do amor. Porém, ninguém no chat te da atenção quando começa com suas baboseiras sentimentais e precisa apelar pro sexo para não terminar mais uma noite sozinho. Observação: em chat's é comprovado cientificamente, todo mundo é Clark Gable!
E existem tantas outras conclusões sobre nosso comportamento teatral, tal como usar livros de auto-ajuda como scripts para o dia-a-dia.
Mas de fato, vivemos fatos reais ou tudo não passa de um faz de conta?
Então desligue o DVD, tire os fones de ouvido, pare de representar, feche os olhos e talvez essa seja o primeiro passo numa caminhada até a realidade, a sua primeira viagem ao mundo real. Onde a nossa trilha sonora é diferente e descompassada, feito o barulho do transito ou farfalhar das folhas em arvores contra o vento, mas possa dar a opção de acreditar em você como pessoa autônoma de seus sentimentos. Os dias podem ser iguais sim, mas as pessoas são diferente umas das outras e não podemos prever finais iguais, talvez começos idênticos e tediosos conteudos, mas o fim será único, porque não há um destino completo sem a nossa intervenção direta pra rasurar o script e mudar algumas falas.
Você deixara de ser um ator (fantoche) e aprendera a manipular a vida como um hábil e veterano diretor. Tornar idéias originais, que antes só existiam no pensamento, em super produções. Escolher bem os finais felizes sem precisar apelar pra morte de alguém, muito menos a sua.
E finalmente, quem sabe, eu esteja sentado na primeira fila assistindo a sua estréia, ansioso pelas legendas: “Uma vida baseada em fatos reais”.
Boa sorte, quebre a perna e muita merda.
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