Chris Mccandless, Aventureiro.
Será que tudo acontece por acaso ou à algum motivo para cada fato que presenciamos, vivemos ou sentimos?
Duvido muito que vá algum dia conhecer por inteira essa verdade, porque hoje em mãos só tenho algumas duvidas, que unidas, formam uma vida inteira.
Dias atrás me sentei no chão nu do corredor do condomínio onde moro há algum tempo. Teria de passar a noite ali, sentado, sozinho com meus pensamentos porque havia perdido as chaves do apartamento. Azar? Não acho!
Mas se havia algum propósito naquele acontecimento infeliz, e mesmo numca obtendo total razão por estar ali, aceitei minha condição e firmei o pensamento nas lembranças, essa que me assaltam em todos os momentos ruins. Momentos difíceis. Momentos de solidão.
E enquanto eu me acomodava deitando-me a soleira da porta do apartamento que até então era meu lar, revirei, pela milésima vez os motivos de estar ali, naquela condição que eu tanto odiava.
E foi como uma surra. Sentir em segundos o que o tempo leva dias, ou anos, p
ara processar.Cada momento que eu me enganei, cada dia que eu perdi, cada momento que eu me afastei dos meus sonhos e ideais e todos os momentos que eu afastei da minha vida a pessoa que tanto me abraçou nos dias de maior fúria dentro de mim.
Seria injustiça não se lembrar dos bons momentos que aqui eu vivi, dos dias de sol que passei a margem do meu otimista amor, as vezes que fiz loucuras de amor ou simples gestos que mudaram uma perspectiva dentro de mim e de todos que me rodeavam.
E quantas palavras que emprestei aos ouvidos alheios. Palavra que não eram vagas, mas cheias de experiências.
Mas aqui estou eu, deitado sobre o chão frio lendo entre os meus pensamentos as mensagens subliminares que a vida me deixou. Mas tenho medo de entender seu significado.
“você é tão errado”, disse a pessoa que eu escolhi amar pra todo o sempre.
E se eu estiver errado novamente, como em muitas vezes fui, não posso concertar todos os erros da vida quando eu bem entender, isso não pertence a mim.
Bem, é isso que quero disser quando nunca saberemos o verdadeiro caminho pra felicidade se não darmos o luxo de cometer erros, mas que estejamos prontos para aceitar os resultados de estar “completamente” errados.
Aqui do chão frio fica meu abraço a você, que não veja triste relato sobre mim e minha atual condição de solitário e abandonado, mas entenda que os dias viram e como eles as possibilidades que você deve agarrar com toda a veracidade e força que você possuir.
P.S.: Risque a palavra “arrependimento” da sua vida e coloque na frente “recomeço”.
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