sexta-feira, 26 de março de 2010

Coisas sobre flores, amores e chatiações.

"Chato...Indivíduo que tem mais interesse em nós do que nós temos nele."



Millôr Fernandes, escritor.


Flores não falam de suas vaidades, nem se ensoberbecem num glamour desnecessário. É flor e pronto! Uma beleza inocente sem pretensão de ser vulgar. E meu amor é assim, sem pretensão de ser de ninguém, mas de alguém que saiba ouvi-lo quando estiver calado e senti-lo na sobriedade de um sono maroto.
Sinto que amar não é se entregar a caprichos. No entanto, amar é dar à chance de provar o impossível, acreditar no inacreditável e esperar o melhor do proibido.
Um meteoro brilhante em chamas na sua direção, um risco sedutor que queremos correr.
Ser errados e sem complicações, sem questionar se andamos certos.
Mais parece com o trombado passo de um bêbado. Embriagado de paixão, firmar o passo e tentar manter as aparências.
Enfim, acho que amar é, e sempre será, a melhor forma de morrer.





Poema chatinho
Quer saber?
É tão chato pensar só em você.
E já que faz tanta questão,
Eu confesso, às vezes não sei bem o que fazer.


Mas só às vezes, entenda bem,
As estrelas são só estrelas.
Só que nem sempre convém
Acreditar o que os olhos dizem.


Eu seria mais feliz se não precisasse conviver
Com essa bobagem que é amar.
Mas quão sem graça seria a vida
Sem um gemidinho seu pra abafar.


Quer saber?
É tedioso amar eternamente.
Pelo menos tenho você para enjoar-me por tanto tempo.

Um comentário:

  1. Como pode ser
    gostar de alguém
    e esse tal alguém
    não ser seu

    Fico desejando
    nós
    gastando o mar
    pôr do sol, postal, mais ninguém.

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